Thursday, February 11, 2010

Eu, Pessoa - "Tudo o que faço ou medito"

" Tudo o que faço ou medito
fica sempre pela metade ",
elevo o espírito e a vontade,
mas o labirinto é infinito.

O desejo é utópico,
e a escada cansa,
a luta continua
e a vida avança.

O corpo progride, a alma estagna,
nem com trabalho e esforço
alcançamos o inalcansável.
O que tenho não gosto,
o que tenho é o palpável.

Não há transposição para o real.
Imagino, crio,
e tudo se esvaece por entre os dedos, por entre o sal
das minhas lágrimas que formam um rio.

Sonho, penso,
um universo denso
transforma-se em átomo desconhecido,
um nada, sem nexo, sem sentido,
quando o exponho, na verdade.

"Tudo o que faço ou medito,
fica sempre pela metade,
querendo, quero o infinito,
fazendo, nada é verdade."

Friday, November 13, 2009

À descoberta de mim

Reparo na garrafa : está a meio.
De cada vez que volto a encher o copo, está mais vazia, até que acaba. Tento criar um espelho com o copo e observo-me. Esta imagem desfocada e turva que me representa é também o meu auto-retrato psicológico. Quem era eu antes desta garrafa chegar ao fim e quem sou eu depois de a beber?
O meu cérebro borbulha neste líquido e o meu espírito dança com ele. Mas se não o bebesse, estaria eu à conversa com a solidão? Chorando as minhas mágoas e contando-lhe que não faço sentido? Quem sou eu, agora que ninguém me ama? Depois de uma infância perdida e agora, no fim da fase adulta, para que sirvo?
Baralho os meus pensamentos e tropeço nas palavras do meu monólogo. Afogo-me no alcoól que me consome e apago a angústia que tenho em não me saber, e fico só com a dúvida.

Thursday, November 12, 2009

Amor sujo ?!

Abres-me as portas vazias da experiência,
vazias dum conhecimento que nem queres ter.
Vens, vais, regressas a mim e integras a minha alma,
cospes sentimentos e divagas: expeles emoções.
Sei que não me amas; é-te indiferente.
Mas voltas ao murmúrio das palavras e dizes "amo-te";
adoptas o que sinto e tomas como religião, sem teres fé.
Corrompes o meu espírito e atiras-me proposições de amor.

Serei céptica ao duvidar que me queres,
serei injusta ao saber e não que é mentira?

Thursday, June 25, 2009

Relembrando ontem à noite lembro-me de pequenas sensações.
Lembro-me de me encostares a ti e encostares os teus lábios aos meus, e de ficarmos assim, eternamente. Lembro-me que me puxaste para ti só com uma mão posta nas minhas costas e fechaste os olhos para me beijares.
Vá, torna-te em mim. Toma-me como tua. Aspira-me as entranhas e consome-me por dentro. Suga-me os sentidos, não quero ponderar, quero saciar o que paira sobre nós sempre que estamos juntos, sem hesitar, sem considerar o erro.
Repara, disseste 'nunca foste, não és, e nunca me serás indiferente'. Mas de que servem as palavras agora? Não as podemos cumprir, apenas servem para desapertar nós na garganta que sentimos sempre que nos olhamos. É pecado? Eu considero. E tu também, mas não queres pensar assim, porque queres-me ter durante mais tempo.
Não posso esperar por ti nem vou fazê-lo, mas, já sabes que, independemente de tudo, não há nada no mundo que possas fazer (e sei que já tentaste de várias formas) para me poderes eliminar da tua cabeça. Por isso vive comigo que eu não te olho mais, e segue o que tens a fazer. Não há problema, porque é a maneira mais correcta que tens de gostar de mim e de não deixares de gostar de ti próprio.

Wednesday, May 20, 2009

Jogo mental

«Não feches os olhos», penso para mim. Se fechar os olhos, a tentação tolda-me os sentidos e revivo todos os beijos que me deste. Basta pestanejar para te sentir aqui comigo, o teu cheiro, o teu toque, tudo tão presente em mim. Mas faça o que fizer, estás por perto, e a fortaleza que construí para não me invadires, está apenas a um pensamento de distância para ser corrompida.
Nada destrói este jogo mental, os dados estão viciados e as personagens não mudam. Daí que te tornes uma obcessão, «hoje és inatingível, mas amanhã talvez não», mentalizo. E a situação é infindável até eu encontrar um final feliz, que me console num sorriso. Hoje é apenas mais um dia de batalha, como foram muitos outros, «mas este é diferente, tu desejas-me aos poucos». Então, contrario o desejo?! Nunca, se ele me faz feliz!!
Então pinto o passado com as cores do presente, «mas assim estou a distorcê-los e o passado não mente», apercebo-me. Mas não. Estou apenas a conjugar tempos verbais em conjunto. Eu sei, eu sei distingui-los. Apenas aprecio saborear o passado porque já não me magoa e porque é bom reconstruir boas memórias como estas, tão desejáveis e invejáveis, para as sentir, adorar e entranhar.

Wednesday, March 25, 2009

Posso. (?!)

Devo ignorar a química entre nós? Será que posso? Deixas-me? Não sei qual de nós torce mais para ser real, qual de nós torce mais para não existir.
Ainda hoje me lembro daquele abraçar de lábios tão efémero e fugaz, tão apertado e repentino; involuntário. Aquele fechar de olhos tão forçado e, sem nos apercebermos, não desejado. Aquela junção de bocas lábis, doces ; aquele beijar tão academico -quase que mecanizado- tão pensado e já aperfeiçoado. Naquela altura, lembro-me, realizei que estava liberta do teu feitiço, solta das tuas vis e fortes amarras, pois nada senti através do beijo. Baloicei as flores e rodei as saias, mas em vão: jamais estarei livre do teu comando, nem nunca estive tão pouco. Talvez aquele entrançar de línguas fosse sentido e amado, talvez fosse um deleite não planeado. E agora e todas as vezes que voltas a mim, ao meu ombro, colo e boca, sei que está destinado, e que todos os braços a que eu recorra e para os quais eu corra, nenhuns farão o encaixe perfeito e genuíno que nós conseguiamos, nenhuns me confortarão como tu confortavas, nenhuns me enterneciam como só tu sabes.
E agora sei, que toda e qualquer mão que me toque, não verá a silhueta e os contornos do meu corpo, não será experiente nesta viagem anatómica, pois só as tuas mãos são donas de mim e só elas imperam prepotentemente o meu corpo.

Tuesday, March 10, 2009

Equilibrio

-Olha as núvens ! Movem-se rápido e camuflam-se a meio da corrida. São batoteiras, se eu fosse árbitro elas eram penalizadas.
- Então… e porquê?
- Achas justo que umas sejam dragões e outras pequenos passarinhos?
- E não é assim a lei da vida? Uns mais fortes e outros mais fracos?
- Somos meras crianças, a vida para nós leva um rumo mais idealista. Eu mal sei o que é a vida, quanto mais uma lei da vida! Quem criou as leis da vida…? Hm, Não sei. Mas seja quem for que as tenha criado, deu-me uma ideia.
- Qual?
- Que também sou livre de as criar. As leis são uma aplicação da justiça, e quem cumpre uma lei da vida e é injustiçado não sei o que tem na cabeça. Somos livres, porque não as contrariar?
- Tens razão, não tinha pensado nisso. Mas então como fazemos uma lei? Ou melhor, como fazemos com que a lei que criámos seja aplicada no dia-a-dia?
-Ora, mas eu não sou uma enciclopédia, muito menos o génio da lâmpada. Como hei-de saber? Só pensando…e muito! E para isso preciso de tempo…muito!
- Nesse caso, podemos ir começando por tornar as coisas mais justas na àrea mais próxima de nós… aplicar as leis nas pessoas que nos rodeiam! E vamos crescendo, e vamos tentando. Nunca te separes de mim e então encontraremos uma solução juntas. Para além do mais, equilibramo-nos uma à outra: umas vezes, és tu o dragão – salta-te a tampa e ficas fula, és protectora e mandona; outras sou eu. E quando eu sou o dragão, tu és o passarinho – ages mais subtilmente mas consegues, também como o dragão, muito do que queres; és encantadora e prestável. No entanto, o dragão pode parecer mau, mas não é verdade. A junção dos dois animais faz um equilíbrio perfeito, uma dupla quase que imbatível. Quem sabe, poderemos um dia, mudar o mundo e torná-lo nosso. É o nosso mundo.

Tuesday, February 24, 2009

M - mulher

Carrega no batôm, calça esses saltos, balança a cintura e cruza as pernas ao andar.  Marca o teu olhar  e diferencia o teu andar, evidencia a tua sensualidade. 
És uma mulher, tens o dever de provocar e, se quiseres, depois rejeitar.

Saturday, January 24, 2009

Vive!

Deita fora as palavras, atira-as a um rio. Hoje ele vai precisar mais delas do que nós. Não sussurres, não verbalizes nada. Da tua boca liberta apenas suaves suspiros. Vem para mim, sente só. Que teu coração bata como nunca bateu, que tua respiração ofegue como nunca ofegou. Vive agora, intensifica as tuas acções, os teus sentimentos, mas não as tuas palavras. Já as proferiste, já chegaram a mim, agora esquece-as. Cai comigo numa falésia de emoções, sobe comigo às núvens. Saboreia os momentos lentamente, e revive-os se for preciso. Aprecia o vento a cada momento, imagina-me nele, e envolta em ti. Deixa o prazer palpitar nas tuas veias e fecha os olhos para o manteres.
Hoje esquece as palavras, e experimenta sentires só, apurares os teus sentidos. Hoje terás uma nova perspectiva do amor.

Thursday, January 22, 2009

Nada nos priva deste amor


Nada nos priva deste amor, mas tudo o ameaça. Quem não o espalha, quem não o difama? Todos o fazem; todos o afectam.
De que importa querer ser tua, se tu agora não queres propriedades? Para quê ver-te como vejo, com carinho e desejo, se tu não me queres aceitar nem confirmar o que sentes?
Mas não me esqueças. Não passes uma borracha por cima de mim. Não nos esqueças. Não murches as rosas do nosso amor...deixa-te sonhar connosco; comigo.
Não ponhas o preto no branco, e se puseres, mistura-os, deixa a tua visão turvar.
Deixa o sonho nos guiar e vamos amar-nos por momentos...
Eu olho-te, tu olhas-me, eu mordo o lábio, tu elouqueces.
Tu observas-me, eu fito-te, tu aproximas-te, eu fico anciosa.
Eu toco-te, tu mimas-me, eu perco a saliva, tu perdes a cabeça.
Tu beijas-me, eu entrego-me, tu amas-me, eu arrepio-me.
Podes só me desejar agora, mas nada nos priva deste amor, e tu vais-me querer para sempre.

Wednesday, February 06, 2008

'O prazer é todo meu ' (e teu também)

As pernas começam a tremer e as mãos acompanham-nas nesta sinfonia. O ritmo cardíaco aumenta e com ele a temperatura. Os vasos cerebrais dilatam e há um choque alucinante. Não há regresso. há voltas a dar. Voltas loucas na areia, incontroladas como os nossos corpos. Estão escaldados e desejosos, juntos e activos. Amam-se e satisfazem-se com prazer. O teu beijo já não chega, agora há para além disso. As tuas mãos confortam-me e seduzem-me. As minhas tocam-te e arrepiam-te. Tu já estás louco de prazer, agora tenta-me e encosta-me a ti.
Não páres agora, estás no bom caminho... meiga-me até eu sufocar,
entra-me até eu delirar.

Friday, January 18, 2008

Ciclo da água

És o ciclo da água. És uma coisa linda e pura numa núvem dos céus. Cais à terra e vens até mim. Passado algum tempo, depois de cristalino e transparente, tornas-te opaco e evaporas-te. Não te vejo durante muito tempo, mas quando está tudo radioso e contente demais, desces a mim outra vez, mas em vez de me aliviares a pressão, tu torna-la mais baixa, consistente e pesada, tão pesada que eu desço fundo..

Friday, January 04, 2008

O teu espírito prevalece

É estranho como este lugar me é familiar. Estas paredes conhecem-me e eu conheço o cheiro entranhado nelas. Este chão move-me e eu danço nele. Há qualquer coisa mágica no abstracto desta fantasia.
Há qualquer mistério neste lugar. Há qualquer partícula que se exalta e mexe as outras, há qualquer protão a mais que me transmite energias positivas.
No fundo da sala revejo-te a dançar e a chamar-me, revejo-te a sorrir para mim. No fundo da cozinha recordo-te a correr e a esconder, a morder o lábio ; recordo a tua ansiedade do momento. Há qualquer coisa que paira na casa, que me faz sentir o que sentia contigo. Deixaste cá alegria, tão vasta e indefinida como o pó na tua cama.
Se eu gritar por ti vais compreender o meu desespero. Sinto-me mentalente fraca sem ti e só quero que me recolhas e me consoles. Vou despontar um pranto hoje, de lágrimas e desesperos escondidos por detrás da minha alma.
Toca-me nos lábios durante a noite e subtilmente vem-me buscar e leva-me contigo, esta noite. Agora vou dormir e esperar por ti. Toda a vida viveste aqui. Quem me garante que toda a morte não vais estar aqui também?

Saturday, October 20, 2007

Eu não resisto...

Não sejas assim. Não me lances uma teia doce e não me faças respirar açúcar. Não sejas assim, que eu não resisto. Não me toques com delicadeza nem segures a minha mão deambulando os teus dedos nos meus. Não mergulhes fundo em mim nem entres na minha cabeça. Não sejas assim, que eu não resisto. Não me lances olhares com pestanas e olhos brilhantes e não me faças rir assim. Não me contes barbaridades e não te rias a seguir ; não me abraces a seguir. Não sejas assim, que eu não resisto. Não , não venhas. Fica aí e rói-te com a minha indiferença. Não entendas que eu estou a fazer isto de propósito, por favor. Eu quero que me esqueças. E comigo leves todas as ideias que te passei, os sorrisos que te dei. Comigo leva tudo o que tem o meu toque, todas as lembranças que tens minhas.
Não aceito não ser prioridade, a tua prioridade.
Não aceito, não resisto. Não venhas. Fujo de ti para não correr o risco de não resistir. Fujo de ti porque não te quero pouco.


11,10,2007

Tuesday, August 14, 2007









demons i get, but people are crazy.

Friday, May 18, 2007

Sim/Não?

oh , porra. cá estou eu a remoer-me nisto outra vez. porra.
eu sou estranha, complicada. tanto te quero como não. eu penso em ti e quero-te ao meu lado. eu penso em ti e quero-te bem longe, não me fales.
eu hoje pensei e cheguei ao mesmo sítio onde estava antes.
já nem sei se foi um erro se não , tu sabes? tu sabes se não foi ? tu dizes-me que não foi mas eu não sei se sabes. eu já nem sei se pensas em mim. se pensas no que disseste.
'as tuas pestanas são grandes, são lindas!!!.. nunca tinha reparado'
não me dês mais carícias na mão , por favor. eu penso nelas. eu penso em quando te deitas no colo das minhas pernas e me pedes mimos. eu penso nisso. não me faças pensar mais, eu não quero a exaustão. eu não quero pensar que te encantas com os beijos que me deste. eu não quero pensar que pediste mais de mim. eu não quero pensar, mas eu penso.
não me faças ir mais longe, não me faças pensar se te adoro ou não .. Não me faças pensar se isto é a nossa liberdade ou é a maneira de fugirmos ao amor que poderemos sentir.. mas será?
oh, não me faças pensar em ti , por favor. da maneira como pegas e tocas na tua guitarra, na maneira como andas ou na maneira como olhas pra mim.
não sei se isto passou ou se isto continua.
por favor, acaba com isto, eu acabo com isto. eu quero arranjar solução : gosto de ti ou não. arranja-me uma também. arranja-me.
acaba com isto...

Monday, April 16, 2007

Sonho?Esperança?

Neste momento já não sonho, já nem por momentos alcanço o inalcançável.
Já não aspiro ares de sonhos que elevam corpo e mente e já não amo mais o sonho. O basta chegou e veio comunicar-se ao sonho. Não posso sonhar mais e viver de sonhos, não alcançar a luz ao fundo do túnel e continuar a vê-la. Não sei se estive no casulo e saí, se estive fora e entrei. Sei que mudei e não quero mais sonhar. Para quê uma tortura sabendo que o que quero não posso ter? e para quê saber que não posso ter se não há nada que possa fazer?
Acho que devia esquecer estes sonhos,não olhar mais para eles como quem olha para uma mãe, com confiança, para poder olhar para eles como quem olha de um vidro embaciado para um arranha-céus. Nunca lá irei chegar, a menos que algo mude.. e a esperança nunca pode morrer.
E se existe uma esperança, existe um sonho... e voltamos ao início num ciclo vicioso.
Em que me posso fiar afinal? Esperança ? Sonho ? Em mim.. penso.
Então entrego-me a qualquer coisa que me traga sonho e esperança, mas principalmente, entrego-me a algo que me traga a mim!

Saturday, January 13, 2007

Vou ser forte para sempre!

passou ?! e o tempo correu .
costumava dizer : 'temos tempo , não vamos apressar as coisas.' , dizia o que pensava.
e na realidade,é ainda parte do que penso .
não quis apressar nada , pensava que podia esperar a vida inteira que continuava a ter o que queria , mas não é bem assim , coisas alteram-se no futuro quando coisas se alteram no presente , resultante de coisas alteradas no passado.Por isso pessoas escolhem voltar,ou mesmo ficar.
e eu não me tinha apercebido , aquele mundo era meu , pensava..
mas o tempo quis correr , e eu corri com ele , e eu corri contra ele .
se lhe ganhei , fui fraca, não quis ver as coisas como elas são, preferi verdades destorcidas ou mesmo mentiras adiantadas.
e se lhe perdi fui forte. por fim vi as coisas exactamente como elas são, enfrentei a realidade de cabeça erguida, furei a barreira do medo que cobre o mundo e que me separava dele. fui forte porque aguentei a verdade por mais dura que ela seja, e aprendi.

E Agora sei, vou ser forte para sempre! Apenas tentando.. :)

Thursday, January 11, 2007

Memórias que voltam

Quando trepei o muro alto com um bocado de dificuldade, vi-o quase á minha altura.
Estiquei-lhe o braço e estendi-lhe a mão. Ele pegou na minha mão e disse 'Olá' .
Olhei para ele e estava tão diferente que não resisti em dizer-lhe enquanto sorria : 'Estás tão Diferente!' , ao que ele respondeu 'Tu não..' .
Fiquei no silêncio na tentativa de intrepretar o que ele havia dito.
Como não consegui, sorri.
Retorquiu : 'Não estás diferente, continuas uma princesa!' e sorriu.
Envolta naquela frase , sorri também e veio-me á memória todos os momentos passados com ele como um filme a passar na minha cabeça.. Todo o conforto da altura e a pouca felicidade, mas que me completava.
Afinal , quem é totalmente feliz? Já alguém me ensinou que só os imbecis o são.
E eu não sou imbecil. :)