Monday, June 27, 2016
Tuesday, October 21, 2014
a nossa história - parte 1
É fora do comum como é que passado tanto tempo do que se passou entre nós eu ainda não escrevi nada. Eu acho que é porque não sei o que pensar sequer; se já pensei e não tirei nenhuma conclusão ou se ainda nem pensei porque acho melhor assim.
A verdade é que sempre fomos o jogo das cadeiras. A música tocava e estávamos nós a volta do óbvio, quando a música parava tentávamo-nos sentar, sempre separados, em locais diferentes. Não sabia ao certo se a música era a mesma para os dois ou até se parava ao mesmo segundo, mas gostava de imaginar que sim.
As raparigas têm muitas fantasias e imaginam sempre significados ocultos naquilo que mais simples e objectivo não poderia ser. Eu por acaso sempre fui das que menos sonhava com grandes paixões, nunca via muita utilidade para isso nem queria perder tempo de diversão para me dedicar a problemas amorosos. Por isso sempre tive uma tendência para ser mais objectiva no que toca a flirts, mais directa também, o que me fazia perder menos tempo, e ao mesmo tempo ser menos afectiva.
Ainda não percebi porque é que sempre que tive ‘relações’ não me entreguei de coração, pois nunca tive problemas no que toca ao elemento físico que cria a faísca nas paixões, mas chegava ao momento de eu realmente sentir alguma coisa e sentia umas saudades que doíam (não vou mentir), sentia-me triste e sozinha e principalmente carente. Mas vim aprendendo ao longo do tempo que isso de nada representa o amor, eram situações que se resolviam com um novo interesse ou troca de mensagens, um novo conhecimento ou um caso fugaz, enquanto que um amor dura a curar. Nunca me cheguei a afeiçoar a ninguém verdadeiramente; nunca deixei de ser carinhosa porque naturalmente o sou, mas não por razões de genuíno interesse noutra pessoa, apenas por me sentir bem na companhia dela. Sempre compreendi o amor e sempre gostei de o utilizar para embelezar os meus escritos mas o que sabia dele era em abstracto e nunca o senti na pele, palpitando nas minhas veias. Posso imaginar como se sente quem é vítima dele mas na realidade não o conheço. Conheço o amor, na minha experiência pessoal, na sua vertente de amizade, e aí conheci um verdadeiro sofrimento e interesse pelas pessoas, um medo de as perder, um instinto protector e por vezes até maternal, e conheci a entrega de mim mesma, sem medo de ser quem sou com todas as componentes subliminares e subjectivas que me constroem. Mas em relação a um rapaz com quem me partilhava, a partilha terminava no campo visual: aquilo que sou, aquilo que me compõe, o que transmito ser e o que aparento. Nunca fiz questão de contar os meus sonhos e os meus projectos íntimos, os meus textos e os meus pensamentos mais pessoais, o meu lado que se esconde por detrás daquele meu que mais alicia e mais sobressai, o meu lado estúpido e brincalhão, o meu lado divertido.
E com o passar do tempo esse abismo entre os meus dois lados tendeu a crescer, com quem tinha alguma coisa (mesmo não sendo substancial), ficava-me a conhecer tal e qual como eu me apresento e, dessa forma, objectiva, talvez provocadora, despreocupada, divertida e não propriamente sentimental.Thursday, November 03, 2011
Carta a Fernando
Auto-biografia
Friday, June 17, 2011
Balanço espiritual
Não vives, porque tentas mais recortar os sentimentos e torná-los perfeitos do que desfrutar o momento. Não procures a perfeição mas alicia-te com o precipício das sensações e lança-te à vida sem ideias pré concebidas.
Interessa-te por pessoas e não te agarres à tua beleza nem ao teu umbigo, faz por agradar os outros e torna o teu dia lindo pela simples apreciação de sorrisos. Sorri e faz sorrir, descobre outros mundos e até mesmo o teu, desfaz-te do corpo e eleva o espírito e a mente. É tão triste ser-se tão objectivo e centrar todas as atenções em tudo o que envolve a aparência, devemos todos ser subjectivos e entender o que vemos como uma simples presença física que nos faz companhia em viagens espirituais e diálogos diversificados.
Interessa-te por algo que tenha uma meta ou pelo menos um caminho traçado, pois tudo o que agrada à visão é momentâneo e só algo que envolva movimentos mentais é que causa uma verdadeira dependência e encanto.
***
Às vezes sinto vontade de ser um mero conjunto de partículas, um qualquer aglomerado sem traços físicos que me sublinhem e me contornem. Assim tudo o que em mim transparecia é tudo o que eu sou por dentro e todas as pessoas diferentes de mim mas que em mim coabitam, e que me compõem. Poder ser um sorriso sem ter que mexer os lábios ou brilhar a todo o momento com o meu simples recheio. Devíamos ser todos indistintos e marcar a diferença pelas paixões e interesses que temos e nunca pelo rótulo que nos dão.
O meu corpo é a prisão da mente, as amarras que não a deixam ser livre, e o travão de toda a minha fogosidade, intensidade e interioridade.
Friday, October 08, 2010
Sunday, June 13, 2010
Meaning of life
Que me importa o formato ou a cor das criaturas?
Quero impregná-las de sensações fantásticas e de pensamentos distintos, quero emocionar-me com as interacções entre elas e vê-las qual teatro à minha frente, e com tal vivacidade que esse mundo que saiu volte a invadir-me o espírito e a baloiçar tudo cá dentro!
Mais que tudo, quero realmente que esse mundo seja o futuro. E não me importo que não seja o meu futuro, se for o de alguém!
Quero que o futuro possua vidas cheias, e não apenas simulações mecânicas e pré-fabricadas. Quero sentimentos em forma de flores e até notas musicais a rodopiarem à minha volta, corações a apertarem-me e a encherem-me de calor e frio, dúvidas e certezas!
Quero sonhos, e que os sonhos sejam as vidas, e que os sonhos e ambições não sejam palpáveis!
(...)
Devaneios
Ao longe e mal, mas vejo o escorregar relutante da àgua da cascata. O rumo já traçado puxa-a e obriga-a. Toda a imagem me tranquiliza e quero vive-la até não-mais. Estas carícias que a minha mãe natureza me dá fazem-me sentir no topo da cascata.
Num alucinar, caio de chapa ao rio que me toma como dele, corro pela floresta que me é a melhor cidade de todas.
Thursday, February 11, 2010
Eu, Pessoa - "Tudo o que faço ou medito"
Friday, November 13, 2009
À descoberta de mim
Thursday, November 12, 2009
Amor sujo ?!
Thursday, June 25, 2009
Lembro-me de me encostares a ti e encostares os teus lábios aos meus, e de ficarmos assim, eternamente. Lembro-me que me puxaste para ti só com uma mão posta nas minhas costas e fechaste os olhos para me beijares.
Vá, torna-te em mim. Toma-me como tua. Aspira-me as entranhas e consome-me por dentro. Suga-me os sentidos, não quero ponderar, quero saciar o que paira sobre nós sempre que estamos juntos, sem hesitar, sem considerar o erro.
Repara, disseste 'nunca foste, não és, e nunca me serás indiferente'. Mas de que servem as palavras agora? Não as podemos cumprir, apenas servem para desapertar nós na garganta que sentimos sempre que nos olhamos. É pecado? Eu considero. E tu também, mas não queres pensar assim, porque queres-me ter durante mais tempo.
Não posso esperar por ti nem vou fazê-lo, mas, já sabes que, independemente de tudo, não há nada no mundo que possas fazer (e sei que já tentaste de várias formas) para me poderes eliminar da tua cabeça. Por isso vive comigo que eu não te olho mais, e segue o que tens a fazer. Não há problema, porque é a maneira mais correcta que tens de gostar de mim e de não deixares de gostar de ti próprio.
Wednesday, May 20, 2009
Jogo mental
«Não feches os olhos», penso para mim. Se fechar os olhos, a tentação tolda-me os sentidos e revivo todos os beijos que me deste. Basta pestanejar para te sentir aqui comigo, o teu cheiro, o teu toque, tudo tão presente em mim. Mas faça o que fizer, estás por perto, e a fortaleza que construí para não me invadires, está apenas a um pensamento de distância para ser corrompida. Wednesday, March 25, 2009
Posso. (?!)
Tuesday, March 10, 2009
Equilibrio
- Então… e porquê?
- Achas justo que umas sejam dragões e outras pequenos passarinhos?
- E não é assim a lei da vida? Uns mais fortes e outros mais fracos?
- Somos meras crianças, a vida para nós leva um rumo mais idealista. Eu mal sei o que é a vida, quanto mais uma lei da vida! Quem criou as leis da vida…? Hm, Não sei. Mas seja quem for que as tenha criado, deu-me uma ideia.
- Qual?
- Que também sou livre de as criar. As leis são uma aplicação da justiça, e quem cumpre uma lei da vida e é injustiçado não sei o que tem na cabeça. Somos livres, porque não as contrariar?
- Tens razão, não tinha pensado nisso. Mas então como fazemos uma lei? Ou melhor, como fazemos com que a lei que criámos seja aplicada no dia-a-dia?
-Ora, mas eu não sou uma enciclopédia, muito menos o génio da lâmpada. Como hei-de saber? Só pensando…e muito! E para isso preciso de tempo…muito!
- Nesse caso, podemos ir começando por tornar as coisas mais justas na àrea mais próxima de nós… aplicar as leis nas pessoas que nos rodeiam! E vamos crescendo, e vamos tentando. Nunca te separes de mim e então encontraremos uma solução juntas. Para além do mais, equilibramo-nos uma à outra: umas vezes, és tu o dragão – salta-te a tampa e ficas fula, és protectora e mandona; outras sou eu. E quando eu sou o dragão, tu és o passarinho – ages mais subtilmente mas consegues, também como o dragão, muito do que queres; és encantadora e prestável. No entanto, o dragão pode parecer mau, mas não é verdade. A junção dos dois animais faz um equilíbrio perfeito, uma dupla quase que imbatível. Quem sabe, poderemos um dia, mudar o mundo e torná-lo nosso. É o nosso mundo.